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Edifício Heliantia

Breve História do Edifício HeliAntia - 1930/1991

No contexto da arquitectura portuguesa das décadas de 30 e 40, o Edifício Heliantia foi desenhado para se tornar numa clínica helioterápica. Da autoria do Arqtº Francisco de Oliveira Ferreira, revela-se uma peça arquitectónica duplamente interessante. Em primeiro lugar porque o seu programa técnico-formal representa o eclodir de uma das primeiras manifestações da modernidade (tornando-se num dos primeiros exemplares onde se utilizam as estruturas de cimento armado), particularmente no norte do país; em segundo lugar porque, relativamente ao conjunto da obra assinada por Oliveira Ferreira, estamos perante uma obra de síntese onde confluem soluções inteligentes e sensíveis que até aí se encontravam dispersas e subaproveitadas. Esta obra resultou do acompanhamento permanente de Oliveira Ferreira e do seu proprietário o médico Dr. Joaquim Ferreira Alves, implantado num magnífico local, no Pinhal de Francelos, é uma estrutura “clara, bem afirmada exteriormente pelo ritmo das varandas, disciplinadora de todas as variações espaciais que o edifício encerra (...)”. Para isso deslocaram-se em 1916 à Suiça para visitar as clínicas do Dr. Rolier, em Seysen, consideradas, então, as mais aperfeiçoadas. Essa influência terá sido ao nível do dimensionamento, interligação e dependência dos vários espaços interiores e com prolongamento para o exterior por varandas soalheiras. Heliantia é assim, um edifício importante e de referência obrigatória num estudo sobre a modernidade da arquitectura portuguesa.

 

O Restauro do Edifício HeliAntia...

O Edifício Heliantia que, após abandono da actividade para o qual foi criado, foi parar em boa hora, às mãos do Banco Português do Atlântico. Após 9 meses de intenso trabalho de restauro e de adaptação do edíficio para o domínio da formação, da responsabilidade do arqtº Manuel Magalhães, abriu as suas portas à Espaço Atlântico e ao IESF no dia 14 de Outubro de 1991. 50 anos passados sobre a sua inauguração, recuperou toda a sua dignidade, sendo de novo chamado ao cumprimento de uma dupla função estética e social, ao instalar-se neste espaço com tão importante referências, a Espaço Atlântico, procurará, antes de mais saber merecê-lo.

A localização do Heliantia, longe do barulho e do stress da cidade, se por um lado obriga a reorganizar certos hábitos de transporte, por outro permite desfrutar de tranquilidade e silêncio para se dedicarem ao estudo, para passarem mais tempo em contacto com os colegas e professores e para o contacto com a natureza.

Depoimento do Arqtº Manuel Magalhães responsável pelo restauro do Edifício Heliantia:
“Ainda bem que a Heliantia continuará a ser a Heliantia. Refiro-me ao edifício na sua utilização para um público diverso. Ontem clínica de prestígio, hoje escola prestigiada. Na história recente deste “monumento” pensou-se na adaptação a habitações de luxo a hotel de luxo. Venceu a Escola. E todas beneficiam da opção. O “monumento” é mesmo monumento. É no norte do País peça ímpar pela coincidência épocal e pela qualidade do projecto”.

O Edifício Heliantia engloba salas de formação, profusamente iluminadas e com varandas contíguas, anfiteatro, salas de informática modernamente equipadas e com acesso à Internet, uma biblioteca, uma sala de estudo e uma cantina. Todas as salas encontram-se equipadas com projectores de vídeo e multimédia

 

     

 

INSTALAÇÕES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Piso 2: Salas de aula, Gabinetes da Direcção e Administração.

Piso 1: Salas de aula, Anfiteatro, Salas de informática.

Piso 0: Secretaria, Auditório da Biblioteca, Sala do Conselho, Sala informática, Gabinetes.

Piso -1: Bar, Reprografia, Salas de aula e Sala de informática.

 

O Arquitecto

Arquitecto Francisco de Oliveira Ferreira nasceu em 25/09/1884, na cidade do Porto. Diplomou-se em Arquitectura Civil pela Antiga Academia Portuense de Belas-Artes, onde foi discípulo do Arqt.º José Teixeira Lopes, e de quem foi colaborador no início da carreira profissional.

Alguns dos seus trabalhos:

1909 - 1º Prémio ao trabalho apresentado para o monumento aos Heróis da Guerra Peninsular.
1916 - Sanatório Marítimo do Norte - Valadares
          Paços do Concelho de Vila Nova de Gaia
          Edifício de "A Brasileira" na Rua Sá da Bandeira - Porto
1930 - Inauguração do Sanatório Heliantia
1944 - Anteprojecto apresentado a concurso para a Igreja de Stº António das Antas - Porto

 

 

Breve História do Logótipo

A flor do girassol é o ex-libris da Espaço Atlântico. Gravada nos frisos do edifício, semeada e aberta ao sol do campus, simboliza bem, na forma de se dar ao laborioso afã das abelhas, a impaciente actividade da empresa, quer através das Licenciaturas, MBAs, Pós-graduações e e-learning do IESF – Instituto de Estudos Financeiros e Fiscais, quer nos estudos secundários do IESA – Instituto de Estudos Secundários Atlântico, quer através de Programas de Formação Profissional do CDC – Centro de Desenvolvimento de Competências.

O símbolo do IESF respeita a linha estilística do edifício que alberga a instituição. Concebido por João Machado, teve como base, o cumprimento da regra dos significantes coerentes, que melhor se adapta aos propósitos do IESF. A figura tem quatro elementos representando um Sol Nascente e a flor do girassol, que é um emblema ornato do edifício. Os aspectos cromáticos mantêm a ideia base do Símbolo: originalidade, presença memorativa, força emblemática.

 




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